21 Dezembro 2009

Vereador campeão de votos se diz “intimado” pelo partido para disputar vaga na Câmara Federal

Edição 711 do JOV

Patrício Destro nasceu e ainda mora no bairro São Marcos

Em junho de 1998, com apenas 19 anos Patrício Carlos Destro tivera sua primeira aparição pública num jornal. Ele era coordenador de um grupo de jovens no bairro São Marcos, por isso ocupou páginas do Jornal O Vizinho (JOV). Naquela época, Destro trabalhava com o pai numa empresa de congelados e viajava todas as noites para Itajaí, onde fazia a faculdade de jornalismo, na Univali.
Eleito nas eleições passadas com 8.540 votos tornou-se o vereador mais votado na história política de Santa Catarina. Nas eleições do ano que vem pode disputar uma vaga em Brasília. “O meu partido (DEM) pede para que eu seja candidato a deputado federal”, revela.
Enquanto isso, e na condição de opositor ao governo do PT, diz que vai fiscalizar o projeto Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal, que pode construir dezenas de aptos no bairro São Marcos. “Acho esse projeto maravilhoso, mas quero transparência da prefeitura. Vou exigir que se divulgue o nome de cada beneficiado, onde mora, porque foi o escolhido e desde quando está na fila de espera para ter sua casa própria”, explica.

08 Dezembro 2009

O segundo choro pelo Flamengo

Edição 710 do JOV

Rodrigo Meyer Bornholdt é morador de Pirabeiraba há nove anos


Morador do Condomínio Joinville Golf Country Club, em Pirabeiraba, o ex-vice-prefeito Rodrigo Meyer Bornholdt se diz favorável à decisão da prefeitura de cobrar IPTU dos moradores do local. Considerado um dos lugares mais luxuosos da região, o loteamento de mansões está inserido em área rural, por isso os moradores pagavam Imposto Territorial Rural (ITR), bem mais barato que o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).
“Acho a cobrança corretíssima. Apenas me preocupo que isso possa ser aplicado aos demais moradores da região”, comenta Bornholdt. Para ele, a prefeitura deve evitar que isso aconteça para não prejudicar dezenas de famílias de agricultores da Estrada da Ilha.
Casado há nove anos tem uma filha de quatro anos de idade. Desde que perdeu o mandato eletivo, Rodrigo Bornholdt se dedica às atividades empresariais e mais à família e à leitura. O gosto por ler é tanto que decidiu empreender nessa área e está montando uma editora. Advogado nascido em Joinville iniciou atividades públicas em 1997 como Procurador Geral do Município. Enquanto vice-prefeito, na gestão passada, acumulava a presidência da Fundação Cultural de Joinville (FCJ). Atualmente preside o PDT e admite que deva disputar uma cadeira de deputado estadual ano que vem.

Outro torcedor, do Grêmio, comemora com os Flamenguistas, em Joinvlle


No primeiro fim de semana deste mês o apaixonado torcedor flamenguista, Rodrigo Bornholdt, confessa que a emoção tomou conta e, pela segunda vez, chorou por causa do Flamengo. “Foram dezessete anos sem comemorar um campeonato nacional. Pensei que nunca mais faria isso. Fui pra rua gritar a vitória e me emocionei”, diz. A primeira vez chorou a saída do ídolo Zico da Copa do Mundo em 1978. “Ele se machucou no jogo contra a Polônia. Chorei de tristeza”, admite o fanático torcedor.

Em Joinville, também: vermelho e preto tomou conta das ruas centrais da cidade para comemorar o hexacampeonato do time carioca

01 Dezembro 2009

Escotismo retorna em Araquari

JOV edição 709

Cristiano (Cris) Bertelli nasceu em Joinville, mas mora em Araquari há 20 anos

Foi em 1991 que o menino Cristiano Bertelli, com apenas 15 anos, conheceu o escotismo. Era o grupo Manchester, do bairro Itaum, de Joinville. Em 1999, aos 23 anos liderou a fundação de um grupo na cidade onde mora, Araquari. Com outros amigos fazia nascer o Grupo de Escoteiros Parati, que nos últimos anos esteve inativo. Com 33 anos de idade, ao assumir como vereador – foi eleito primeiro suplente, pelo PMDB – ajudou a reativar o grupo que retornará, oficialmente, no dia 5 de abril do próximo ano, dia do aniversário da cidade.
Liderar é uma vocação natural desse joinvilense que mora a vinte anos no Itinga de Araquari. Aos 12, quando morava em Barra Velha, fundou um “clubinho”, daqueles que os meninos costumam criar para organizar suas brincadeiras. Quando completou 14 anos teve o primeiro emprego, office boy de uma indústria. Um ano depois já era presidente do grêmio estudantil da escola, Celso Ramos, e no período de 1996 e 1997 foi coordenador de grupo de jovens na igreja.
A partir de 1998 trabalhou por quatro anos na prefeitura de Araquari como coordenador da juventude, época marcante na atenção dos governantes para os jovens. Foi nesse período que nasceu o grupo de escoteiros. Para Bertelli, a participação dos jovens no escotismo é um dos melhores ambientes de formação do caráter e de cidadania. “Araquari não tem espaços para eles. O escotismo cria excelentes oportunidades”, diz.
O Grupo de Escoteiros Parati terá reuniões semanais na escola municipal Francisco Jablonsky, aos sábados. “No início das aulas vamos visitar todas as escolas para convidar os jovens da nossa cidade”, avisa Bertelli que atualmente é assessor de bancada da Câmara de Vereadores de Araquari. Ele deve retornar ao legislativo a partir de janeiro, quando o vereador Mário Paulini (PPS) assumir a subprefeitura do Itinga. “Então eu reassumo a vaga, já que sou o primeiro suplente”, explica.

25 Novembro 2009

Mãe inconformada pede ajuda ao Ministério Público para que a filha tenha o direito de estudar em Joinville

JOV edição 708

Cleidi Tieges Blume é moradora do bairro Glória há 37 anos
Nascida no bairro Glória, Cleidi Tieges Blume procurou ajuda do Ministério Público (MP/SC) por ter sido negada a matrícula da filha de seis anos na primeira série do ensino fundamental na escola pública municipal Pastor Hans Mueller. Ela e os quatro irmãos também estudaram ali, pois é a escola mais próxima da casa onde reside (rua Evaldo Luckow, 126).
Em correspondência enviada ao MP/SC ela desabafa: “Com o início das matrículas nas escolas públicas do município de Joinville tive o desprazer de constatar como a educação tem sido deixada de lado; ocorre que procurando a escola pública mais próxima da minha residência fui informada que não estava no zoneamento da escola e por este motivo não poderia matricular a minha filha. Fui orientada então a procurar as escolas de meu zoneamento e também as escolas públicas do Estado, mas para minha surpresa e indignação, as escolas municipais do meu zoneamento não têm mais vagas e as escolas estaduais não contam com salas para estas turmas de primeira série”.
A escola fica tão perto que ela a vê de casa, mas foi-lhe dito que “pelo zoneamento da prefeitura” deve matricular a filha em escola que está a centenas de metros distante. “Não quero nenhum privilégio, mas além de não ser sensato conheço outras crianças que moram na mesma rua e estão matriculadas nessa escola. Porque minha filha não pode?”, argumenta a auxiliar administrativa que trabalha no Hospital Dona Helena.
Blume diz que decidiu procurar o MP depois de assistir entrevista na televisão com o Secretário Municipal de Educação Marcos Fernandes e informou também ao MP: “Quando eu estava assistindo ao noticiário local no almoço o secretário de Educação deu uma entrevista dizendo que o município contava com 47 mil vagas e que não tinha condições de abrir mais nenhuma para o ano de 2010; e que as crianças matriculadas nestas vagas estavam garantidas, porém as demais deveriam contar com a sorte”.
Blume pede orientações do MP e diz que não deve contar com a sorte, pois “caso eu não matricule a minha filha corro o risco de ser processada”.

17 Novembro 2009

Hexafônicos começa afinada com os novos tempos

Edição 707 do JOV

Fernando Dall’Acqua é baterista das bandas Hexafônicos e Vacine

Se você acredita que as bandas de rock ainda se obrigam a ter seu início nas garagens com aquela barulheira infernal e desafinadas está enganado. Uma receita dos novos tempos já faz escola aqui em Joinville: Pegue um “maluco” (Leandro Gonçalves) por música que tenha escrito as letras e definido quais instrumentos vão tocá-la. Jogue-as no computador, faça os ajustes musicais e envie pela internet para algumas “feras” tocarem com seus instrumentos. No meio destes pode até ter um que não se ache dos “melhorzinhos” na bateria, mas quem sabe pode ser o tempero da receita. Depois, convide todos para um primeiro encontro e gravação do clip da banda.
Assim aconteceu com a banda de rock de Joinville, Hexafônicos, que tem CD gravado, já ganhou prêmios em editais de cultura e está fazendo uma nova mixagem em São Paulo para masterizar a obra em Nova York.
Entre os seis está o jovem Fernando Dall´Acqua, 29 anos, apelidado de “Sapo”, o baterista que só foi conhecer todos os integrantes da banda na gravação do clip, há menos de um ano. Nascido no bairro Costa e Silva (lá também nasceram as bandas Canela Brasil e Vacine) ele mora há nove anos no Santo Antônio. A iniciação na música foi através do irmão que iniciou a Vacine na garagem de casa. “Quando ele e os amigos iam ensaiar, era o baterista dar bobeira e eu ia fazer barulho. Se eles escondiam a baqueta eu cortava um galho de árvore e deixava o couro marcado de verde”, lembra o músico que agora toca nas duas bandas.
Dall’Acqua divide seu tempo com a Totvs - onde trabalha como analista de suporte há três anos - as bandas e a fotografia, outra paixão que iniciou como hobby mas que agora já é profissão principalmente nos fins de semana. “Estou me especializando em fotografar casamentos”, diz.
A Hexafônicos toca rock com ritmos brasileiros. A mistura é inusitada e de agradável musicalidade. A proposta da banda é valorizar os ritmos brasileiros e só produzir originais. Para ouvir e comprar algumas músicas do primeiro CD (Tarântulas) acesse a internet. “Frevo Roll” já informa a mistura que você vai ouvir e “Maracathrash” é maracatu com rock trash.
A banda tem Clóvis Correa no baixo, guitarra e voz; Leandro Gonçalves , voz; Marcos Parreira, o “Bocão” no baixo, guitarra, violão e voz; Airton Mann , guitarra e voz; Jediel Araújo “Jeddy” no piano, teclado e voz; e Fernando Dall’Acqua “Sapo”, bateria e voz. Correia mora no Rio Grande do Sul e Mann no Paraná. Os outros em Joinville, SC.

06 Novembro 2009

Jovem quer ser um “goleirão”, mas que saiba falar em público e seja bom também nas entrevistas

Edição 706 do JOV

A família Ribeiro mora no bairro Costa e Silva há dois anos

No mundo do futebol, poucos são os famosos que têm desenvoltura nas entrevistas de campo ou nas coletivas de imprensa. O Ronaldinho (que agora defende o Corinthians) é um bom exemplo de “boleiro” que melhorou muito depois que passou pelo futebol europeu e foi preparado para isso. Mas, no início da carreira o astro também penava.
Em Joinville, o menino Rodolfo Ribeiro, 14 anos, tem um propósito bem definido na vida: “Quero ser goleiro profissional”. Os pais, José Antonio Raimundo Ribeiro, 53, e Rosângela Cidral da Costa Ribeiro, 39, não só apoiam como investem no filho para isso.
Desde os nove anos que o garoto frequenta escolas de futebol. Atualmente, ele joga para o Internacional de Pirabeiraba na categoria sub 14. Como a maioria dos jovens e mais da metade da população mundial, o medo de falar em público também atrapalhava o rapaz. Os pais decidiram inscrevê-lo no curso do Clube de Oratória, após ler uma reportagem no Jornal O Vizinho (JOV) sobre a jovem estudante Daniele dos Guimarães, 16 anos, eleita a Garota Annes Gualberto 2009, que também faria o Curso de Oratória, Liderança com Ênfase em Desinibição.
Até o primeiro dia do curso o goleiro ainda resistia à participação. “Eu disse que eles iam jogar dinheiro fora. Como seria possível que em apenas cinco dias um curso pudesse me ajudar?”, lembra Ribeiro. Concluído o curso e a família tem certeza que fizera mais um excelente investimento. “Ele mudou muito durante o curso. Está mais falante, mais seguro”, garantem os pais.
O goleirão concorda: “Não acreditava que pudesse me ajudar tanto”.
Na festa de formatura, Rodolfo Ribeiro foi homenageado com o troféu Orador Destaque, pela determinação de tão jovem ter-se lançado ao enfrentamento desse desafio que é o maior medo da humanidade. Falar em público está em primeiro lugar; de morrer, em sétimo!
Orgulhosos, os pais aconselham: “Os filhos precisam que os pais estejam mais presentes na vida deles. Nós conversamos muito com ele, incentivamos e procuramos dar todas as condições possíveis para que ele realize os sonhos. Mas, também exigimos contrapartidas e disciplina”. Aí está o resultado: um jovem que sabe o que quer e que se dedica a isso orgulhando pais e amigos.

23 Outubro 2009

Empresa familiar, administradores profissionais

JOV Edição 705

Adriano Bornschein Silva é morador do bairro Atiradores

Em 2003 Adriano Bornschein Silva assumiu a diretoria comercial e de marketing do Laboratório Catarinense. Na ocasião, ele diz que “sentia vergonha” por ser tão jovem para tamanha responsabilidade. O temor de que o mérito do cargo fosse tomado como “por ser filho do dono” rapidamente foi superado, pois o jovem empresário fora preparado desde criança para a sucessão empresarial.
Os pais tinham como costume conversar sobre a empresa, suas dificuldades e sucessos, nas reuniões de almoço. “Eles sempre envolviam os filhos nos assuntos, pediam opiniões e nossos pontos de vistas também eram considerados”, relembra Silva.
Aos 19 anos, quando foi para São Paulo fazer a faculdade na Mackenzie, o rapaz já começou a trabalhar na agência de publicidade que atendia as empresas da família. Quando voltou para Joinville, formado, começou a trabalhar como assistente de marketing, no departamento de pesquisa de mercado. Um ano depois assumia a gerência de produtos; em seguida, a diretoria.
Além da preparação natural para se tornar um administrador competente, o jovem empresário também herdou dos pais a vocação para o voluntariado. Entre tantos momentos, Adriano Silva lembra quando, aos cinco anos, ajudava o pai, Ney Silva, a preparar caixas com alimentos para os atingidos pelas enchentes de 1983 e ver a mãe, Karin Bornschein Silva, enfermeira, acompanhar equipes médicas para aplicar vacinas nas vítimas da catástrofe.
Vinte e cinco anos depois, o filho liderava a Central Solidária no Edmundo Doubrawa, coordenando arrecadação e distribuição de donativos para as vítimas do desmoronamento do Morro do Baú, em Ilhota, SC. “O primeiro caminhão que chegou com comida no local saiu de Joinville”, orgulha-se Adriano Silva, que também é voluntário do Corpo de Bombeiros de Joinville, em média 12 horas a cada semana. “Esse é o meu futebol”, compara.
Agora, aos 31 anos, casado há cinco e com dois filhos, Adriano Silva é a quarta geração no comando de uma empresa familiar que se mantém em crescimento no mercado. “Sou como um corredor; carrego o bastão que vou passar para a quinta geração da família”, finaliza.